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Velho pônei

Salve galera,

Para atrair os clientes jovens, qualquer carro deveria ter três características principais: estilo, ótimo desempenho e preço baixo’, disse Lee Iacocca, então vice-presidente da Ford. Assim nasceu o Mustang, que começou a sair da linha de montagem no dia 9 de março de 1964. O projeto havia começado três anos antes e, sete protótipos e seis possibilidades de nome depois, ficou definido como ia ser o ‘pony car’ (carro-pônei na tradução literal, pequeno e rápido) mais desejado dos Estados Unidos ao lado do eterno rival Chevrolet Corvette.
A unidade das fotos é uma das 321.854 vendidas no ano de 1968, o mesmo do Ato Institucional número 5 e da Primavera de Praga. Ano de revoluções. Mas revoluções ele sofreu no ano anterior, quando passou pelo primeiro face-lift. O vermelho que testamos está equipado com um motor de 351 polegadas cúbicas. Trata-se de um potente V8 de 5,7 litros e que gera 240 cavalos, mas que só entrou na linha Mustang em 1971.

O carro revolucionou também o segmento de esportivos. Com a traseira curta e o capô longo, envelheceu os concorrentes diretos da época, como o Plymouth Barracuda. O ‘pony car’ também era classificado como ‘muscle car’, ou carro musculoso. O apelido veio das linhas vincadas e a pouca quantidade de cromados, algo impensado nos Estados Unidos da década de 1960.

A versão Grandè, como a testada, trazia acabamento caprichado e teto coberto de vinil, com direito a combinações de cores. No caso, o vermelho casou com o preto. O nome da configuração vinha tanto na coluna quanto no painel. Quem aparece bastante é o cavalo, símbolo do carro. Ele está na grade dianteira, no bocal da tampa de combustível e na forração das portas.

Pisando fundo no V8

Dirigir um Mustang é uma sensação inconfundível. O motor V8 fala alto assim que se gira a chave. A transmissão é automática de três marchas e basta pisar no acelerador para fazer as rodas traseiras girarem. Se não fizer com cautela, o eixo motriz destraciona com facilidade e é preciso ter braço para segurar.

Se ele acelera com vigor, parar não é tarefa simples. É preciso ‘montar’ sobre o pedal para segurar os 1.200 quilos do carro, que tem 4,6 metros de comprimento, 2,74 metros de entre eixos e 1,8 metro de largura. Atualmente, para segurar a cavalaria, a Ford já incorporou sistemas eletrônicos de retenção, como freios ABS, distribuição eletrônica de frenagem e controle de estabilidade.

De dentro dele, se vê todo o capô; toda a dianteira sobe nas aceleradas mais fortes. O volante tem aro fino e diâmetro enorme. Em falar nos aros, a buzina está em um botão por dentro dele. É preciso cuidado para não acioná-la nas manobras.

Por dentro do pônei

O interior do Ford Mustang Grandè 1968 é luxuoso. Os bancos são forrados por imitação de couro e são confortáveis. O painel, coberto por adesivos que imitam madeira, tem voltímetro à esquerda, velocímetro com hodômetro total, nível do combustível e da temperatura do motor e à direita, a pressão do óleo. Para o passageiro, um grande relógio está à frente. No console estão o rádio AM e os controles do ar-condicionado. Todos com o adesivo ‘de madeira’.

Um modelo coupé como este era vendido nos Estados Unidos em 1968 por US$ 2.602. Hoje, para quem quiser levar este exemplar de 40 anos para casa, terá que desembolsar cerca de US$ 50.000. O mito não tem preço.

O Mustang hoje

O Ford Mustang existe até hoje. Depois de passar os anos 1970 perdendo vendas por causa de remodelações controversas, perdeu de vez a identidade ao longo da década de 1980, com visual que não agradava aos fãs do carro. Ele chegou a ser importado oficialmente pela Ford em 1994, mas ainda sem o devido sucesso. Apenas em 2004, quando a Ford adotou um visual retrô, que lembrava a primeira geração do modelo, é que o Mustang voltou a ser um puro sangue para alegria dos entusiastas.

Little Pony

Traseira do Ford Mustang

Interior do Ford Mustang

Logotipo

Motor V8

ANTIGOS

  1. Eliseu David Dias
    October 8th, 2008 at 20:11 | #1

    Parabens….pelas informações publicadas com relação aos mavericks…são criveis e de muito bom gosto.

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