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Um mundo de tunning e velocidade

Jun
25

Ele está chegando… NOVO GOL

Enviado por Renato Esteves

Salve galera,

A Volkswagen liberou para a imprensa a primeira imagem oficial do novo Gol. Trata-se de uma foto de frente, que mostra com clareza os novos conjunto óptico, grade e capô do carro. Deixa evidente também que o Gol passou a ser produzido numa nova plataforma, a mesma de Fox e Polo, que é maior que a atual. Basta notar como o carro parece mais alto. A foto oficial é a que está logo abaixo nesta página. O novo Gol será lançado com uma festa na Volks no próximo domingo (29). Na segunda (30) haverá o test-drive para a imprensa especializada.

Painel de Instrumentos do Novo Gol

Evidentemente, todas as informações sobre o novo Gol — inclusive preços oficiais e a data de início das vendas — só serão conhecidas na apresentação técnica e de marketing da Volks. Mas muita coisa pode ser adiantada.

Em tom messiânico: O novo GOL

A principal evolução do trem de força do novo Gol é o seu posicionamento. O motor deixa de ser longitudinal (disposto no sentido do comprimento da carroceria), característica que, salvo engano, era exclusiva do Gol entre os carros fabricados no Brasil. Com o motor assim, o espaço no habitáculo precisava ser ajustado em função dele, o que gerou a famosa “entortada” à esquerda no volante — algo que desaparece no novo Gol. Também não é, em caso de acidente frontal, a posição de motor ideal quanto à segurança de quem vai dentro.

Montado transversalmente sob o capô do novo Gol estará o motor que a Volks apresentou há poucos meses para a linha Fox 2009, o EA111 VHT, disponível nas capacidades 1.0 e 1.6. São propulsores que registram um ligeiro aumento de potência e torque máximos em relação aos anteriores (os EA111), além de entregá-los em rotações menores. O motor 1.0 oferece 72/76 cavalos (gasolina/álcool) a 5.250 rpm. Já o 1.6 gera 101/104 cavalos na mesma rotação. No caso do 1.6, o torque máximo de 15,4/15,6 kgfm é obtido já aos 2.500 giros. Ou seja: são unidades de força pensadas para o trânsito urbano, onde aceleração e giro alto não são a regra.

Em termos estéticos, o novo Gol procurou mover-se para longe da porta de entrada do mundo automotivo. Isso não se deve apenas à plataforma maior, mas também à busca de referências em carros mais caros. A Fiat fez assim com o Siena, colando frisos e copiando lanternas de Alfa Romeo, e mesmo a Toyota optou por transformar o novo Corolla num mini-Camry — sempre de olho no andar de cima. No caso do novo Gol, essa intenção transparece ao analisarmos o conjunto óptico, que lembra (para ficarmos só na gama Volks) o do SUV Tiguan e mesmo o do sedã Passat. Já a traseira “parece” ter buscado referências num dos raros hatchbacks de luxo disponíveis no mercado, o Série 1 da BMW.

Imagem oficial do Novo Gol

Traseira do Novo Gol

O Gol com a carroceria atual e de duas portas deve ser mantido no mercado com a motorização 1.0, para enfrentar especificamente o Fiat Palio Fire — que também manteve-se o mesmo a despeito da atualização do respectivo modelo em 2007. Até o final do ano, talvez no Salão do Automóvel de São Paulo (em outubro), o novo Gol ganhará um irmão: um sedã pequeno que pode retomar o nome Voyage, do extinto três-volumes derivado do hatch — ou mesmo chamar-se simplesmente Gol Sedan, como acontece na linha Polo.

Novo Gol e o Relançamento do Voyage

LONGEVIDADE

O Volkswagen Gol foi lançado em 1980 e é líder de vendas no país desde 1987, caminhando para completar o 21º ano na mesma posição. Ele mesmo um “matador” — pois ajudou a enterrar o Fusca –, sobreviveu a tentativas de eliminação desfechadas pela própria Volkswagen, que poderia tê-lo descontinuado a partir da eventual consolidação do Polo e/ou do Fox. Os três carros, cujos preços apresentam intersecções a depender das versões e dos equipamentos, hoje convivem pacificamente. O Palio, seu principal rival, só alcançou o Gol atual em emplacamentos quando a produção deste parou por alguns dias em 2007, para adaptar a fábrica ao novo modelo. Compactos como os Chevrolet Celta e Corsa e os Ford Ka e Fiesta não vêem nem a poeira levantada pelo carro da Volks na estrada das vendas.

O Gol, atualmente na chamada Geração IV (embora tenha sofrido apenas duas alterações ligeiras desde que virou “Gol Bola”, em 1994), é o único carro de sua época que ainda está em linha (além da Kombi). Tanto tempo no mercado o levou à marca de 5 milhões de unidades vendidas, atingida em novembro de 2007. É o campeão histórico da indústria automobilística nacional, à frente mesmo do Fusca. Ao menos 15 países o importam do Brasil atualmente; na Argentina, é líder de vendas. Em sua história, detém dois pioneirismos: em 1989, a versão esportiva GTI foi o primeiro carro nacional com injeção eletrônica de combustível; e em 2003 foi o Gol que estreou um motor com tecnologia bicombustível.

Tudo isso fez a Volks tratar o lançamento do novo Gol primeiramente como um segredo de estado, e depois como algo quase sobrenatural. Há meros cinco meses, durante o Salão de Detroit, nos Estados Unidos, executivos brasileiros da marca ainda desconversavam quanto à própria existência do carro. Quando começou a divulgar o lançamento, a Volks usou a frase “Ele está chegando”, como se falasse da segunda vinda de Cristo. Nos primeiros comunicados e convites à imprensa, o lançamento do novo Gol foi descrito como “o evento mais importante do ano”. Como o texto não especificava nem mesmo que se tratava de um carro, a impressão era de que, para a Volks, sua chegada superaria em importância as Olimpíadas, a eleição nos Estados Unidos, a simulação do Big Bang etc. etc.

Agora o “mistério” chegou ao fim. A Volks não poderia mesmo segurar a foto oficial por mais tempo, já que não param de aparecer flagras do carro em concessionárias e cegonhas, geralmente em fotos de baixa qualidade técnica. De resto, uma parte das autorizadas da marca deve começar a receber exemplares para test-drive talvez ainda esta semana. Mesmo assim, a Volks embargou a imagem que você vê no alto dessa página até este dia 25.

Embrulhados para presente em uma cegonheira


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